[vc_row][vc_column][vc_column_text]1 – As duas comissões que lideraram o processo de construção do estádio foram as seguintes. Comissão Central: Gladstone Osório Mársico, Danton Hartman, Pedro Brochmann, Moacir de Souza e Ricieri Miola.
Comissão de Finanças: Hermes Campagnolo, Hermes Schenato, Harry Kleinubing, Silvino De Marchi e Elesio Passuello.
2 – Foram disputados 18 clássicos Atlanga no Colosso da Lagoa. O primeiro foi em 20 de setembro de 1970. O Ypiranga venceu 4 a 1.
3 – No Colosso da Lagoa o Ypiranga venceu nove clássicos, empatou sete e perdeu apenas dois.
4 – O último clássico de profissionais no Colosso da Lagoa foi em 18 de agosto de 1981. Era o 57º aniversário do Ypiranga. Resultado: 1 a 1.
5 – No dia 12 de outubro a Associação Erechinense de Profissionais de Imprensa (Aepi) promoveu um Atlanga de veteranos. Vitória do Ypiranga por 1 a 0 – gol de Téio.
6 – Embora o primeiro jogo no Colosso da Lagoa tenha sido realizado no dia 2 de setembro de 1970, a data oficial de inauguração do estádio é considerada dia 6 de setembro, um domingo à tarde de chuva torrencial. Botafogo 5 x 2 Inter.
7 – O Ypiranga se caracterizou por anos como uma “expressão cultural” da cidade. Na sede do clube, Sérgio da Costa Franco lançou o livro “Júlio de Castilhos e sua época”. Carlos Nejar, que também foi promotor público em Erechim, lançou naquele período o livro “Das Nações” que recebeu o Prêmio Jorge de Lima da Academia Brasileira de Letras.
8 – Ao longo do tempo o estádio passou por restaurações e modificações. Drenagem do gramado, túneis, vestiários, cadeiras, cabines de rádio, instalação de tribunas de honra, lavagem e pintura geral do estádio e, a mais recente, a instalação de modernas casas-mata, os famosos bancos de reserva.
9 – O Colosso da Lagoa tinha capacidade inicial para receber até 30 mil pessoas, mas jamais ele recebeu este número.
10 – O maior público no Colosso da Lagoa foi de 25 mil pessoas (pagando ingressos) no dia 18 de agosto de 1974. Era o aniversário de 50 anos do Ypiranga FC.
11 – Naquele domingo de sol os portões foram fechados antes da partida. O Canarinho não segurou o grande Inter que começava a aparecer para o Brasil na época, e que conquistaria nos dois anos seguintes o bi-nacional. O Inter venceu por 2 a 0.
12 – Em 1992 foi realizado um clássico Grenal no Colosso da Lagoa. A partida acabou empatada em 0 a 0.
13 – Por causa da sua capacidade atual estimada hoje em 22 mil pessoas sentadas e por causa da estrutura geral, localização geográfica, vestiários, comunicação, gramado, segurança, entre outros, o estádio recebeu mais três clássicos Grenal.
14 – Em 2009 o Inter venceu por 1 a 0. Em 2010 e 2013 outros dois clássicos ambos com vitória de 2 a 1 para o Inter.
15 – Olírio Zardo recorda que na época foi feito um chamamento a 100 ypiranguistas para que doassem Cr$ 100 totalizando em torno de Cr$ 3 milhões que foram dados de entrada para a aquisição da área.
16 – Desde 2015 o estádio possui a maior bola no seu largo frontal àquela que é a maior bola estática do mundo. Ela tem 3,5 metros de diâmetro. Supera a do Mané Garrincha, em Brasília, com 2,2 metros de diâmetro. Foi idealizada por Reinaldo Sartore.
17 – No Colosso da Lagoa o Ypiranga subiu quatro vezes à Divisão Principal do Futebol Gaúcho: 1989, 2008, 2014 e 2019. Antes, subira em 1967 no estádio da Montanha.
18 – Em 2009 conquistou no Colosso da Lagoa o título de campeão do interior do Estado.
19 – Ainda no Colosso da Lagoa o Clube das Cores Nacionais conta duas participações na Série “D” do brasileiro, seis participações na Série “C” e cinco na Copa do Brasil. Nos 50 anos do Colosso, o clube está na Série “C”.
20 – O preço do carnê para o Festival de Inauguração do estádio também foi vendido de forma parcelada. Custava Cr$ 66. Informação do ex-patrono Luiz Pungan.
21 – Em 6 de fevereiro de 1967, em um documento sobre o custo da drenagem do gramado consta a alteração das medidas do campo de 70 x 105 metros para 75 x 110 metros .
22 – Em 12 de novembro de 1964 o prefeito Eduardo Pinto autorizou ao Ypiranga de acordo com orientação técnica da diretoria de obras da municipalidade a proceder o nivelamento da avenida Sete de Setembro entre o Seminário Nossa de Fátima e o seu futuro Estádio Olímpico, “correndo por conta exclusiva do clube as despesas com os cortes, aterros e movimentação de terra”.
23 – Um memorial justificativo revela exigência do projeto: arquibancadas de 21 filas (degraus). Cada um para 958 espectadores. Total: 20.118 espectadores. Nas sociais mais 3.000 espectadores. Se foi seguido à risca o projeto seriam 23.188 espectadores nas arquibancadas com o pavilhão social inferior. Mais 1.300 cadeiras superiores. Então teríamos pelo documento como capacidade do Colosso da Lagoa 24.488 espectadores sentados.
24 – A terraplenagem movimentou 8.366 metros cúbicos de terra no valor de Cr$ 30.000,00.
Ex-presidente Getúlio Sass, Antônio Celso B. Weber e outros em frente a Kombi promocional
25 – Acredite se quiser: a idéia de construir um moderno estádio em Erechim foi oferecida ao CER Atlântico. Tudo se encaminhava para isto se realizar. No entanto, depois de ouvir dirigentes do Atlântico, o presidente do clube em 1963, Estevam Carraro, teria levado a notícia ao empresário mentor do plano: o Atlântico desistia da ideia.
Então tudo mudou de lugar. O projeto foi apresentado ao Ypiranga F.C. que a encampou. Duas comissões foram organizadas e cerca de um ano depois já se iniciavam as obras – dando origem ao Colosso da Lagoa, que foi inaugurado oficialmente em 6 de setembro de 1970, seis anos depois de iniciadas as obras. (Esta informação é do empresário que assumiu a comercialização dos títulos).
26 – Duas construtoras de Erechim apresentaram proposta para construção do Estádio Olímpico.
27 – Total da área adquirida para o Projeto do Estádio Olímpico e outras benfeitorias: 55.440 metros quadrados.
28 – Há alguns anos o clube teve de se desfazer de 5 mil metros quadrados. Teria sido para quitar uma dívida trabalhista.
29 – A primeira opção para inauguração do estádio era uma apresentação da Seleção Brasileira, mas a CBD justificou que não podia atender ao convite.
30 – Pelé posou com famílias inteiras para fotografias, entre as quais, as dos Campangolo e Jovino Alves Martins.
31 – Nilton Campagnolo, filho do presidente da Comissão de Finanças, sugeriu a transferência simbólica do Estádio da Montanha para o Colosso da Lagoa pela condução de uma chama acesa que assim permaneceu durante o festival de inauguração no novo estádio.
32 – Everaldo, gaúcho tri-campeão no México, teria sido brindado com uma cadeira cativa no Colosso da Lagoa.
33 – Todos os clubes que participaram do festival de inauguração deixaram uma placa no hall de entrada.
34 – Na década de 1990, algumas dessas placas em bronze foram roubadas. Tiveram de ser substituídas por réplicas.
35 – A Rádio Tupi (SP) Equipe 1040 no futebol, também afixou uma placa assinalando que foi no Colosso da Lagoa que o rei do futebol fez o seu gol 1040.
36 – A sede social do Ypiranga F.C. quando ainda no Estádio da Montanha, foi destruída por um incêndio que, segundo Ivo Barbieri, ocorreu em 1960.
37 – De acordo com Ivo Barbieri, no período em que o Colosso da Lagoa era apenas um projeto, houve divisões quanto ao futuro do estádio: uma corrente defendeu a construção de arquibancadas de concreto no Estádio da Montanha, alegando que o clube não precisava de estádio do tamanho que se pretendia; no final, prevaleceu a tese do Estádio Olímpico.
38 – Segundo o engenheiro e dirigente ypiranguista, João Aleixo Bruschi, as arquibancadas do Colosso da Lagoa possuem, na média, 416 a 418 metros lineares. São 12 degraus de assentos.
39 – E, por fim, João Bruschi avalia que, para uma nova construção do estádio e aquisição da mesma área, aos tempos de hoje (2018), seria necessário um investimento de cerca de R$ 50 milhões. Este é o patrimônio, atualizado, do que conhecemos por Colosso da Lagoa.
40 – A construção do Colosso da Lagoa no fim da Sete de Setembro arrastou consigo a expansão da cidade e uma grande valorização imobiliária naquela região.
41 – Ivo Barbieri foi o técnico do Ypiranga no festival de inauguração.
42 – O Ypiranga fez sua primeira partida no seu novo estádio jogando de camisa verde, calções pretos e meias amarelas.
43 – A seleção brasileira de futebol de 1970 é considerada, ainda hoje, um dos maiores times de futebol já colocados em campo. Daquela equipe titular ingressaram no gramado do Colosso da Lagoa, durante sua inauguração, oito jogadores: os laterais Carlos Alberto e Everaldo; os zagueiros Brito e Fontana; o quarto-zagueiro da seleção e volante do Cruzeiro – Wilson Piazza; os atacantes Jairzinho (Botafogo), Pelé (Santos) e Tostão (Cruzeiro). Como se vê, a zaga e o ataque da seleção de 1970 no Colosso da Lagoa.
44 – Em 1981 o médico Wilmar Rübenich foi “intimado” a comandar um processo de reativação do clube no futebol. E o fez de forma magnífica.
45 – O Ypiranga se licenciara dos gramados junto à FGF em 1977.
46– No festival de inauguração o Tabajara Guaíba (Taguá) de Getúlio Vargas também esteve presente: perdeu na preliminar de Cruzeiro e Independiente, por 5 a 1 para o Ypiranga.
47 – O erechinense Paulo César Carpegiani, estava “subindo para os profissionais” naquele Inter que esteve no Colosso em 1970.
48 – Entre os muitos técnicos que o Ypiranga teve ao longo dos 50 anos do Colosso, em 1996, foi comandado por Tite – atual técnico da seleção brasileira.
49 – Dionisio Sganzerla, um dos responsáveis diretos pelo surgimento do Colosso da Lagoa e idealizador do plano de comercialização de títulos com direito a sorteio de prêmios – vive hoje em Goiânia. Vida longa ao homem que foi decisivo para o empreendimento Colosso da Lagoa.
50 – Cinquenta anos depois de ser inaugurado como um acontecimento no futebol brasileiro, o Colosso da Lagoa, permanece como um cartão postal de Erechim.
Texto: José Adelar Ody │ Fotos: Acervo YFC[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]






















































